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São José do Cedro

Publicado em 15/08/2013 às 13:47 - Atualizado em 17/10/2018 às 15:12

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HISTÓRICO

 

A colonização de São José do Cedro iniciou em 1950, com a chegada de 21 agricultores vindos da região dos Sete Povos das Missões, noroeste do estado do Rio Grande do Sul. Dentre os pioneiros podemos citar: Alcides Volweis, Jacob Adans Armando, João Grando, Frederico Tolotti, Arlindo Seffrin, e mais tarde, Iria Bataglin, Norberto Niederauer, João Frizon, José Lario Zimmer, entre muitos outros que iniciaram a construção da cidade.

Entre as localidades de Vila Oeste, hoje São Miguel do Oeste e Barracão havia uma picada utilizada por aqueles que faziam o transporte com cargueiros. Na metade do trajeto, local onde está localizada a cidade de São José do Cedro, havia uma árvore frondosa de cedro, às margens de um riacho que servia como repouso. O local ficou conhecido como CEDRO. No dia 19 de março, comemorada, na época, como dia de São José, os pioneiros do local reuniam-se em torno da árvore frondosa de cedro, fazendo preces pelo pedaço de chão.

A colonização iniciou-se, e a nova comunidade continuou com a denominação de "Cedro". A alimentação consistia em pinhão e caças e era fornecida pelos próprios moradores. Nos anos 50, a família de José João Grando, chegando ao território, construiu uma hospedaria, a maior necessidade da região, pois os viajantes, proprietários de colonizadoras, padres, caçadores e aventureiros não tinham onde ficar. Logo foi instalado o primeiro comércio.

Em 1956 chegou o primeiro pároco e na oportunidade foi eleito "São José" o padroeiro da comunidade que, associado ao nome primitivo, deu origem ao nome do município, passando a chamar-se São José do Cedro. Em 19 de março de 1957 fez-se o primeiro ato religioso, na casa de Antônio Jacoski. Os colonizadores, então, decidiram construir uma casa que serviria como capela e escola.

São José do Cedro, então, era apenas distrito e pertencia a Dionísio Cerqueira. Quando SJCedro se tornou município, em 1957, o governador de Santa Catarina, Eriberto Hulse, nomeou Irineu Wolkweis como prefeito provisório. Wolkweis permaneceu no cargo por três meses, até a posse do primeiro prefeito eleito, em 1958, Gosvino Benedito Ludwig. O poder legislativo na época era composto pelos seguintes vereadores: Jacir Ângelo Salvão, Zeno Weber, José Lario Zimmer, Norberto Seffrin, Arnildo Kuhn, Eugenio Schneider e Claudino Tenroller.

 

ASPECTOS CULTURAIS

 

A cultura na vida do homem sempre foi inerente à sua evolução. Trata-se das necessidades biológicas, maneiras de alimentar-se, conhecimentos, hábitos, crenças, arte, enfim, tudo aquilo que aprendemos.

O modo de viver das pessoas que aqui se instalaram sempre foi muito humilde, devido às condições sociais em que se encontravam. A princípio, com alguns costumes específicos da origem alemã, italiana e até cabocla, mas com a miascigenação racial, houve uma difusão cultural, ocasionando costumes e tradições unificadas. Tomando como ponto de referência, o lazer, a religião e o trabalho. Para estas pessoas tudo estava ligado à religião, ao trabalho, à caça, pesca e a derrubada de árvores, que consistiam no divertimento da época. Com a evolução e a chegada de novas frentes colonizadoras, novos costumes e festas foram sendo adaptadas à nova terra, dando destaque às tradições gaúchas.

A organização familiar era baseada em tradições patriarcais. Em alguns casos, eram os pais que escolhiam os maridos para suas filhas. A mulher, naquela época, era muito discriminada. Preocupava-se com a pureza física e mental. Caso acontecesse uma gravidez indesejada, sofria repressão familiar e social. Quando a gravidez acontecia dentro do casamento havia um certo resguardo social. Eram vistas como prostitutas as mulheres que saiam muito de casa. À mulher, cabia apenas o serviço da casa e a educação severa dos filhos, sobretudo das filhas. Era sua obrigação repassar os 'deveres' femininos, baseados na submissão em relação ao marido. A disciplina rígida imposta à filha mulher obrigava-a a melhorar de vida, buscando o casamento. Na busca de liberdade, porém, ela encontrava no casamento a mesma forma de dominação masculina.

O respeito era fundamental nas relações familiares. O caráter religioso no seio da família era essencial. Rezava-se o terço quase todas as noites, faziam-se orações antes do almoço e do jantar. Todos os domingos realizava-se cultos.

 


Localização